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Le Temps Qui Reste

Você pode escutar meu coração? Ele ainda bate.

Os amantes do cinema francês aplaudirão de pé, os curiosos ficarão assustados com o poder da fotografia, e aqueles de bom coração terão a alma lavada depois de assistir essa obra-prima de François Ozon. É tudo magnífico. Os longos takes contemplativos cheios de simbolismos que dispensam palavras que apenas iriam limitar a compreensão da obra; A trilha belíssima do compositor russo Arvo Pärt que combina perfeitamente com a autenticidade impressionante da atuação de Melvil Poupaud; E a direção brilhante do diretor e roteirista que certamente está entre os melhores do cinema europeu contemporâneo. Romain (Melvil Poupaud) é um fotógrafo de moda que no meio do expediente de trabalho passa mal e quando vai ao médico fazer alguns exames descobre que tem um tumor maligno, incurável. Dessa forma ele aceita a condição de que lhe restam apenas alguns meses de vida. A partir desse momento somos presenteados com um Drama tipo tragédia de fazer Leônidas chorar. Que bom que estamos diante de um filme que apresenta um relacionamento gay não de forma sensacionalista e focada; O mérito do diretor é tratar desse tema com muita naturalidade, dando a impressão que o cinema e a sociedade em geral já supereraram os preconceitos reacionários. Não é um filme gay, isso é importante destacar, 'O tempo que resta' está muito além disso. Parece-me que o desespero de Romain é saber que vai morrer em pouco tempo, o arrependimento pelos seus erros conscientes, e principalmente a fatalidade de não ter mais perspectiva de futuro, reconhecendo, assim, a derrota iminente. A fragilidade da existência é tratada de forma cruel e direta. E quanto a nós? Vamos viver para sempre? Algum carro vai nos atropelar amanhã? Talvez alguma bala perdida nos encontre, ou quem sabe o aparecimento de uma doença terminal? O que você fará com o seu tempo que resta? Pense. Pare de brincar de ser humano.


»Título no Brasil: O Tempo que Resta
»Título Original: Le Temps qui Reste
»País de Origem: França
»Gênero: Drama
»Tempo de Duração: 85 minutos
»Ano de Lançamento: 2005
»Estréia no Brasil: 25/08/2006
»Site Oficial: http://www.francois-ozon.com
»Estúdio/Distrib.: Califórnia
»Direção: François Ozon

»Elenco: Melvil Poupaud. Romain
Jeanne Moreau. Laura
Valeria Bruni Tedeschi. Jany
Daniel Duval. O Pai
Marie Rivière. A Mãe
Christian Sengewald. Sasha
Louise-Anne Hippeau. Sophie
Henri de Lorme. Doctor
Walter Pagano. Bruno
Violetta Sanchez. Agent
Ugo Soussan Trabelsi. Romain criança
Alba Gaïa Kraghede Bellug. Sophie criança
Victor Poulouin. Laurent
Laurence Ragon. Notary

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Sous Le Sable

A morbidez é um ponto marcante nessa obra de François Ozon(Swimming Pool, Le temps qui reste). Desde o inicio público percebe o peso da melancolia que acompanha esse filme de Roteiro simples e direto. O tema tratado é clichê. Esposa perde marido e não consegue se livrar do seu fantasma, e apartir daí apresenta comportamento esquizofrênico, paranóico, e ao mesmo tempo frustra-se com tentativas de libertação de um passado que persiste em atormentá-la. A trilha sonora é fraca e esquisita, não condiz com a dor que a personagem Marie Drillon(Charlotte Rampling ) evidentemente sente por causa da perde inexplicável de Jean Drillon(Bruno Cremer). Os pontos positivos do filme são a ótima atuação da atriz principal, e as características básicas do cinema Francês. Também é interessante o papel do marido de Marie, que é um homem pacfivo e introspectivo ao ponto de ter guardado máguas da esposa por muito tempo, até que num dia qualquer, depois de terminar de passar protetor solar em Marie, diz que vai tomar banho de mar e subitamente desaparece. Marie começa a descobrir as possíveis causas do que aconteceu à de Jean quando vai conversar com a Sogra, que a acusa de não ter percebido e compreendido a dor que o marido guardou. Um filme que faz o espectador refletir sobre alguns pontos importantes em qualquer tipo de relacionamento. Vale a pena conferir.


Ficha Técnica


» Título em português: Sob a Areia
» Gênero: Drama
» Tempo de Duração: 91 minutos
» Ano de Lançamento (França): 2000
» Estúdio: arte France Cinéma / Haut et Court / Euro Space / Fidélité Productions
» Distribuição: Haut et Court
» Direção: François Ozon
» Roteiro: Emmanuèle Bernheim, François Ozon, Marcia Romano e Marina de Van
» Produção: Olivier Delbosc e Marc Missonnier
» Música: Philippe Rombi
» Fotografia: Antoine Héberlé e Jeanne Lapoirie
» Desenho de Produção: Sandrine Canaux
» Direção de Arte: Sandrine Canaux
» Figurino: Pascaline Chavanne
» Edição: Laurence Bawedin
» Elenco: Charlotte Rampling, Bruno Cremer, Jacques Nolo, Alexandra Stewart


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